O cinema, em suas diversas manifestações, consegue reimaginar histórias. “O Conde”, dirigido pelo aclamado Pablo Larraín, faz exatamente isso ao representar o ditador chileno, Augusto Pinochet, como um vampiro sugador de sangue. A ideia de vincular figuras autoritárias com monstros sobrenaturais não é nova, mas Larraín explora essa narrativa com um olhar renovado.
Recorrendo a elementos do horror, similar ao que fez em “Spencer” sobre a princesa Diana, Larraín conduz o espectador por corredores sombrios e alusões macabras. A abordagem gótica utilizada torna a trama mais do que uma simples representação histórica; é uma fábula que confronta os horrores do passado chileno com a leveza da sátira. Enquanto em “Spencer” a nobreza e seus protocolos são os antagonistas, em “O Conde”, é o próprio Pinochet, retratado como uma entidade demoníaca, que toma a tela.
Em uma comparação rica com o Expressionismo Alemão, o filme evoca imagens de clássicos como as obras de Fritz Lang e F. W. Murnau. Larraín bebe desta fonte ao adotar contrastes de luz e sombra e cenários distorcidos para criar uma atmosfera densa e opressiva. Esta estética se alinha perfeitamente à representação do Chile pós-golpe, mergulhado em sombras após o derrube de Salvador Allende em 1973.
No entanto, o filme não se prende somente à solenidade. Há uma clara intenção de zombar de certos aspectos, de apresentar situações com um retrogosto cáustico. Isto é evidente na representação dos filhos de Pinochet, que tentam se aproveitar dos espólios do regime, e na visão de um país sugado pela força vampiresca de seu líder.
Visualmente, “O Conde” é uma obra-prima. A fotografia em preto e branco, assinada por Edward Lachman, é simultaneamente elegante e perturbadora. Ao contrário de muitos filmes de terror, o aspecto visual não busca apenas assustar, mas também evocar a beleza sombria do mundo que Larraín criou.
Apesar destes pontos altos, a narrativa sofre de certos desequilíbrios. A abordagem satírica às vezes parece forçada, com personagens caricaturais e situações um tanto óbvias. O ritmo da história às vezes vacila, deixando o espectador desejando uma maior profundidade em certos arcos de personagens.
Contudo, “O Conde” é, sem dúvida, uma abordagem audaciosa à figura de Pinochet. Ao transformar um ditador em um vampiro, Larraín não apenas oferece uma crítica à ditadura, mas também reflete sobre a natureza perpétua do autoritarismo e seu impacto duradouro na sociedade. É uma obra que não se contenta em apenas recontar o passado, mas busca reinterpretá-lo provocativamente, tornando-o uma adição essencial à filmografia do diretor.
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